ensaio sobre liderança
Além do
blá-blá-blá
Um ensaio sobre liderança, crítica construtiva e o que existe além do ruído. Clique na capa ao lado e leia o prefácio escrito a seis mãos.
Leonardo Chaves Rodrigues
O LIVRO
O que você encontrará entre as páginas
RESUMO
O que significam blá-blá-blá, opinião e crítica pra você? Em Além do Blá-Blá-Blá, esses três elementos assumem importantes papéis, emprestando suas características às reflexões sobre liderança que o livro oferece. Metaforicamente, o autor os visualiza no formato de uma pirâmide: a larga e volumosa base é representada por uma infinidade de blá-blá-blás; na parte intermediária, há muitas opiniões; no topo, menos denso, poucas críticas. Como parte das interações humanas, eles estão presentes na vida em sociedade e, por conseguinte, nas corporações.
Falatórios excessivos e desnecessários, veiculação de fofocas e de notícias falsas, verdades absolutas, além de mal-entendidos de naturezas diversas são marcas típicas dos blá-blá-blás. Com os inúmeros e instantâneos engajamentos da Era da Informação, eles interferem nas opiniões de colaboradores, levando líderes a se depararem com falhos e limitados assessoramentos em suas instituições. A crítica surge, então, como um instrumento essencial, capaz de aprimorar pessoas e organizações. É definida como a “arte de apreciar méritos e deméritos de um desempenho, visando ao seu aprimoramento futuro”.
Para que a crítica se desenvolva, é necessário despertar consciências. O verdadeiro líder deseja o crescimento e a evolução de seus liderados, além de ambientes laborais mais produtivos, colaborativos e saudáveis. Tal evolução poderá ser buscada, segundo o autor, com simples ações, baseadas em premissas que acompanham a sigla HTIC – História, Tarefas, Ideias e Ciência. Se até a Ciência, por exemplo, é capaz de rever seus conceitos, como podem os inúmeros blá-blá-blás originarem tantas verdades absolutas?
Finalmente, considerando que liderança e comunicação caminham juntas, a lucidez do líder levará colaboradores e instituições a uma real mudança de consciência e de patamar, algo que vai Além do Blá-Blá-Blá.
Liderança
Principal referência para os colaboradores numa instituição, o líder tem na comunicação seu principal instrumento de ação. Além de influenciar, o verdadeiro líder também almeja a evolução do próximo. Uma vez que os colaboradores se desenvolvam e ampliem seus próprios horizontes, o que está à sua volta tenderá a evoluir, pois suas contribuições passarão a ser diferentes. É nessa escala que processos são aperfeiçoados, novas ideias surgem e pessoas brilham, impulsionando marcas e promovendo o progresso. Mais do que isso, a motivação no trabalho passa a transcender o mundo corporativo e a penetrar na vida pessoal, dando novo ânimo às atividades desenvolvidas pelo ser humano. Nesse caminho destacam-se aspectos como realização e sensação de felicidade. O verdadeiro líder não é o que mantém seus colaboradores, liderados ou seguidores colados ao seu redor, como plateias, a fim de ganhar deferências, curtidas, aplausos, elogios ou, inclusive, votos – este seria o pseudolíder –, mas aquele que busca estimulá-los a encontrar seus próprios caminhos de crescimento e desenvolvimento pessoal. Ele tem consciência de que um dia passará o bastão, como ocorre com as gerações que se sucedem. Ser reconhecido será natural pela nobreza de suas ações, mas sem ter isso como meta.
Sabemos que a literatura sobre o tema é vasta, com preciosas teorias. O assunto é tão instigante e complexo, que diante do questionamento se seria possível ensinar liderança, renomados teóricos divergem, amparados em seus argumentos. As diferentes abordagens, porém, encontram consenso ao considerar liderança como a capacidade de influenciar pessoas ou grupos.
Por tudo isso, considero o exercício da liderança uma das experiências mais desafiadoras e gratificantes que alguém pode ter na vida, com possibilidades de modificar um microambiente ou, até mesmo, influenciar nos destinos da humanidade. Valorizo o viés educador do líder, aquele que estimula o senso crítico das pessoas e, com isso, a evolução do pensamento. Evoluir no pensamento é uma das maiores conquistas que o ser humano pode ter, pois significa ampliar sua visão, enxergar fora da caixa e conseguir perceber as diversas faces de uma situação. A partir daí, independentemente de manter, ou não, um determinado posicionamento, a evolução estará no aumento da consciência diante de situações. E como desenvolver tal aspecto, nesta dita Era da Informação, em que inúmeros seguidores defendem cem por cento do que seus ídolos ou influenciadores afirmam, por entenderem, em suas visões, que aqueles nunca falham?
Sem fórmulas mágicas, pois cada líder sabe aonde seu “calo aperta”, o autor apenas sugere caminhos. Com eles, quem sabe, instituições poderão atingir patamares mais elevados, com ambientes de trabalho mais produtivos, colaborativos e saudáveis, algo que vai “Além do Blá-Blá-Blá”.
Contribuições estratégicas do livro
Cada pessoa é única, com vivências, experiências e visões próprias.
De qualquer forma, como contribuições estratégicas do livro, o leitor poderá:
⁃ perceber como a interação e a comunicação se entrelaçam com o exercício da liderança;
⁃ reconhecer a crítica como uma efetiva ferramenta ao alcance da liderança;
⁃ entender que o verdadeiro líder deseja e estimula o crescimento de seus colaboradores;
⁃ notar que o valor de um líder também reside em sua capacidade de cercar-se de pessoas que pensam diferentemente dele; e
⁃ observar como História, Tarefas, Ideias e Ciência (HTIC), podem despertar consciências e fortalecer a crítica, gerando ambientes de trabalho mais produtivos, colaborativos e saudáveis.
Autor
Leonardo Chaves Rodrigues
Natural do Rio de Janeiro-RJ, desenvolvi o gosto pela escrita durante a infância, por meio de
histórias que, embora hoje perdidas, tiveram em meus pais, Maria, professora primária, e Luiz Fernando, engenheiro civil, grandes incentivadores. Estudei em escolas municipais, no ensino infantil, e no Colégio Marista São José, no ensino fundamental.
Como Brigadeiro do Ar Veterano, da Força Aérea Brasileira (FAB), após 39 anos de carreira,
decidi escrever meu primeiro livro sobre liderança. Passei para a Reserva em janeiro de 2024, tendo voado cerca de 4 mil horas. Exerci três cargos de comando, vários de chefia e sempre cultivei o contato com as pessoas e o público em geral. Compor a tripulação de um avião ou comandar esse processo, por si só, também me ensinou ao longo da vida. Mas, sem me ater somente a esse aspecto, pois o ser humano é muito mais do que suas experiências laborais, enxergo no verdadeiro líder alguém preocupado com o crescimento e o desenvolvimento de seus colaboradores. E com viés educador também, que provoque o pensamento crítico, se incomode com a própria zona de conforto e enxergue o mundo de forma multidisciplinar. Vivi experiências na Amazônia, em Brasília e no exterior, como no Peru e nos Estados Unidos.
O início dessa trajetória se dá na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena-MG, em 1985, e, após, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga-SP, onde me formei aviador, em 1991.
Acredito que a empatia constitui um elemento essencial para tornar as relações humanas mais autênticas. Ações simples podem produzir resultados diferenciados, desde que efetivamente colocadas em prática, princípio que se aplica a diferentes dimensões da vida — física, mental, moral e espiritual. Respeitar o próximo vem desde aguardar que as pessoas saiam do elevador, antes de entrar, a sinalizar adequadamente ao conduzir um veículo, exemplos que deveriam ser praticados por todos nas sociedades.
Vejo a sinergia da relação entre líderes e colaboradores como um grande propagador de resultados positivos para as instituições e, também, para as sociedades. Saber escutar o que o outro tem a dizer é uma das qualidades mais essenciais que enxergo em um líder. Para isso, administrar adequadamente o tempo para entender as percepções dos colaboradores constitui um desafio permanente da liderança. São os subordinados, e não os superiores, os parâmetros mais fidedignos da atenção que o líder dedica ao próximo. Quanto a isso, não há equívocos possíveis.
espaço para convidados
COLABORAÇÕES
Este espaço está reservado para vozes convidadas — pesquisadores, líderes, colaboradores e leitores que queiram dialogar com os temas do livro. As primeiras contribuições serão publicadas em breve, após autorização por escrito.
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caderno do autor
REFLEXÕES
Ideias e Ciência: pilares importantes que líderes e colaboradores devem valorizar
No especial produzido pelo portal g1 (Globo), entre 2015 e 2016, denominado “100 ideias para mudar o mundo” (http://especiais.g1.globo.com/como-sera/100-ideias-para-mudar-o-mundo/), há um tópico que destaca a promoção de práticas democráticas nos ambientes empresariais.
Essa série de reportagens me leva a refletir que a ciência cumpre um papel fundamental na existência e no progresso da humanidade. Desde coisas simples até as mais complexas, sua contribuição abrange todas as áreas do conhecimento humano e, portanto, da vida em sociedade. Quando um avião decola, por exemplo, ali está a ciência. Se satélites orbitam nosso planeta, facilitando as comunicações e os deslocamentos de bilhões de pessoas, a ciência faz-se presente. Os medicamentos e as vitaminas que tomamos, os tênis que utilizamos em nossas caminhadas e corridas, nossos celulares e demais aparelhos eletrônicos, além do alimento que ingerimos, são, ainda, exemplos da presença da ciência em nosso cotidiano, o que evidencia sua importância ímpar.
E é o ser humano, com sua inesgotável fonte de inspiração, quem a sustenta. É ele o ator que observa, reflete, investiga, testa e chega a conclusões capazes de transformar a realidade em que vivemos, a partir de pensamentos e ideias. Quando destacamos a palavra “capazes”, aproveitamos para refletir o seguinte: infelizmente, o que poderiam ser soluções capazes de transformar realidades, seja a nível regional ou, até mesmo, mundial, pode estar se deparando com barreiras em seu cotidiano, sendo despercebidas pela própria administração. Tais reveses inibem o pensamento criativo e a inspiração privilegiada de anônimos colaboradores.
Observações que muitos funcionários guardam para si, por inibição ou falta de oportunidade de expô-las, ou comentam de forma reservada com algum parceiro, se tratadas com a devida atenção e metodologia, poderiam vir a transformar uma realidade ou, até mesmo, todo um segmento. Enfim, fazer a diferença!
E quando surgirá a ideia brilhante, aquela que, mesmo sem ser disruptiva, fará a diferença? A resposta é: não sabemos! Mas quando se tem conhecimento de que há algo novo no ar, a liderança não pode vacilar em assumir seu papel de fazer a coisa acontecer. Portanto, além do estímulo necessário, deve haver acompanhamento contínuo e um canal aberto e sem barreiras, para que as ideias fluam.
Por tudo isso, ideias e ciência são pilares importantes que líderes e colaboradores devem valorizar!
Leonardo Chaves Rodrigues
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